A TV na era Pós-televisão
“Assistir TV” é bastante simples quando analisada do ponto de vista do espectador, já pelo lado dos anunciantes a coisa não é bem assim. Pelo contrário, a cada dia é mais difícil e complexo o processo de medição de audiência (honesta).
Quando falamos em assistir TV, não podemos deixar de levar em conta algumas observações:
1. Nós não paramos mais para assistir TV, vivenciamos ela a cada momento do nosso dia-a-dia;
2. Nós não apenas assistimos TV em uma grande “caixa”, mas em praticamente todos os dispositivos conectados, até os pequenos;
3. Nós não apenas assistimos TV ao vivo, mas também na retransmissão legal ou ilegal de programas já exibidos;
4. Assistir TV deixou de ser um caso doméstico ou familiar e passou a ser uma atividade em rede entre os indivíduos socialmente conectados.
Para ver como os novos hábitos de “uso” impactam no nosso comportamento de visualização, os institutos de pesquisa de audiência deveriam levar em conta todas estas definições. Infelizmente, isso é impossível de fazer com os métodos de medição existentes, porque eles isolam estas diferentes formas de usos, a fim de obter verdade - ainda que parcial - de dados.
O melhor exemplo de que é preciso olhar de uma forma diferente para isso vem dos Estados Unidos: uma análise de uso de banda mostra que o Netflix, serviço de vídeo on-demand disponível por assinatura em diversas plataformas (disponível também no Brasil), consome quase 30% da banda de Internet disponível no país. Esta percentagem é de assustar qualquer canal de TV, principalmente aqueles mais tradicionais que ainda não estão retransmitindo seu conteúdo nos meios online.
Essa tendência tende a se estender rapidamente em todo o mundo com a explosão global de multitelas, ou multiplataformas, pois seu uso permite que as pessoas possam desfrutar de uma experiência de visualização enriquecida, interativa e social. Além disso, como muitos programas estão se tornando eventos em si, essa experiência multicanal e multisocial estão ocorrendo antes, durante e depois da exibição do programa.
Na Europa, cerca de 49% das pessoas surfam na web enquanto assistem TV, ou seja, a atenção dada ao conteúdo que é transmitido na TV “tradicional” sofre uma grande perca de atenção, o que não é apontado nos índices de medição tradicional de audiência.
Um relatório feito pela Forrester Research, e publicado pelo site AdAge revela que os sites de mídias sociais e vídeos online contam com mais audiência do que a TV no Brasil. Hoje, a adoção da web como principal meio de informação e entretenimento é de 48%, e a previsão é que em 2016, esse número alcance a marca de 57%.
Tanto os meios de televisão atuais, como as medições de audiência da web, não permitem uma apuração eficiente destes novos fenômenos de comportamento que se sobrepõem. Serviços como Netflix e Crackle – este último com exibição de filmes gratuitamente – nem sequer estão classificados entre os dez maiores sites de vídeo online dos EUA, segundo relatório da comScore, instituto que mede a audiência online no país.

No Youtube 60 horas de vídeos são publicados a cada minuto, com mais de 4 bilhões de visualizações por dia. Mais vídeos foram enviados para o YouTube em um mês do que a quantidade de vídeos produzidos pelas três principais emissoras dos EUA em 60 anos. Com 10% de seu conteúdo em HD, o YouTube para celular recebe mais de 600 milhões de visualizações por dia, e o tráfego a partir de dispositivos móveis triplicou em 2011.
Para as grandes marcas, o YouTube já é uma excelente opção de investimento de mídia: 98 dos 100 principais anunciantes do AdAge geram campanhas no YouTube e na Rede de Display do Google.
Alguns números que os institutos de medição de audiência tradicionais não consideram:
1. Em 2011, o YouTube teve mais de 1 trilhão de visualizações, ou quase 140 visualizações para cada pessoa na Terra;
2. 500 anos de vídeo do YouTube são assistidos todos os dias no Facebook e mais de 700 vídeos no YouTube são compartilhados no Twitter a cada minuto;
3. Um tweet compartilhado automaticamente resulta em seis novas sessões no youtube.com.br em média, e ocorrem mais de 500 tweets por minuto que contêm um link para o YouTube;
4. Mais de 50% dos vídeos no YouTube são avaliados ou incluem comentários da comunidade.
Essa alteração no comportamento de como assistir TV ainda não está chegando nos relatórios oficiais de audiência, com isso o número médio de horas gastas assistindo TV “tradicional” continua a sendo maior do que a exibição online.
Mas se conseguíssemos olhar esta medição de uma forma integrada, levando-se em consideração todo esse novo cenário de consumo de conteúdo de vídeo, com certeza não teríamos as grandes emissoras de TV tradicionais como líderes de audiência – e consumidoras da maior fatia do bolo da verba publicitária. Essa realidade está perto de ser mudada e está próxima de ser mensurada de uma forma mais integrada – e justa, e quando isso acontecer os anunciantes serão obrigados a dividirem os investimentos em diferentes plataformas de exibição.
As redes sociais reais da Coca-Cola
Ações simples da Coca-Cola mostram que quando se tem alta criatividade não é preciso se ter altos investimentos. As ações aconteceram ano passado, mas vale à pena sempre tê-las como referencia. Coca-Cola, como sempre, dando exemplo de como se comunicar com jovens.
THE COCA COLA FRIENDSHIP
(A Coca-Cola da Amizade)
WHERE WILL HAPPINESS STRIKE NEXT?
(Onde Será o Próximo Ataque de Felicidade?)
EL CAMIÓN DE LA FELICIDAD DE COCA-COLA
(O Caminhão da Felicidade da Coca-Cola)
NOS EUA, CONSUMIDOR É RASTREADO E ESTRATÉGIA MUDA RAPIDAMENTE
Na internet, cada clique e zigue-zague do mouse ajuda as empresas de varejo a personalizar sites e maximizar a probabilidade de compra. As lojas físicas tradicionais há muito desejam acompanhar os consumidores de forma parecida, mas acompanhar átomos é bem mais complexo do que acompanhar bits. Na maioria das vezes, as lojas convencionais se contentaram em recorrer a pesquisas sobre os consumidores, diz Herb Sorensen, assessor da empresa de analises de mercado TNS Retail & Shopper, em Londres. “O problema com pesquisas é que o consumidor pode dizer uma coisa e fazer outra.”
Para entender melhor os clientes on-line, as operadoras de shopping centers vêm monitorando o comportamento dos consumidores com aparelhos que acompanham os sinais dos celulares, enquanto varejistas, como Montblanc, T-Mobile e Family Dollar Stores, encontram novos usos para antigas ferramentas como as câmeras internas de segurança. O objetivo é adivinhar que variáveis afetam as compras e, então, agir com rapidez, deslocando homens de vendas, alterando mostradores ou colocando blusas vermelhas em vez de azuis. Até recentemente, as “lojas eram como um buraco negro”, diz Alexei Agratchev, CEO da consultoria RetailNext. “As pessoas se convenciam de que algo era verdade e gastavam dezenas de milhões com base nisso”, sem evidências que as sustentassem.
Agratchev diz que a RetailNext foi fundada em 2007 para mudar isso. A empresa ajuda varejistas a entender melhor o comportamento dos consumidores. Na maioria dos casos, a empresa recorre a vídeos dos sistemas de câmeras de segurança que as lojas já têm. Esses dados servem para alimentar um software da RetailNext, que analisa os vídeos e os relaciona com os números de vendas. O programa pode integrar dados de aparelhos como chips de identificação de radiofrequência (RFID, na sigla em inglês) e sensores de movimentos que detectam, por exemplo, quantas vezes uma caixa de determinada marca de cereal é levantada ou quantos clientes viram à esquerda quando entram na loja.
A empresa tem 40 clientes varejistas, entre os quais a American Apparel e a Family Dollar, além de 20 que estão testando o sistema. Por exemplo: empresas de alimentos pagam a mais para que seus produtos sejam expostos no fim de corredores. Segundo a RetailNext, porém, o consumidor presta mais atenção em produtos colocados no centro dos corredores.
A varejista de artigos de luxo Montblanc começou a testar a análise de vídeos da RetailNext em uma loja em Miami há seis meses. Os funcionários usam o serviço para criar mapas mostrando que partes da loja têm mais tráfego de pessoas e decidir onde colocar as decorações internas, vendedores e mercadorias. Rodrigo Fajardo, gerente de marcas da Montblanc em Miami, diz que as análises ajudam a tomar decisões com mais rapidez. “Não levamos seis meses para fazer mudanças”, diz. “Analisamos uma semana e na semana seguinte estamos fazendo as mudanças.” Ele diz que o software ajudou a elevar as vendas em 20% e que a Montblanc pretende expandir seu uso para mais de dez pontos de venda.
A T-Mobile emprega uma tecnologia similar, da 3VR, uma fabricante de sistemas de segurança de San Francisco. Há dois anos, executivos da 3VR perceberam que suas câmeras poderiam ser usadas para reunir dados sobre o consumo, de acordo com o CEO da empresa, Al Shipp. Ele diz que a T-Mobile, em Bellevue, Washington, usa a tecnologia em algumas de suas lojas de varejo para acompanhar como as pessoas se locomovem, quanto tempo ficam em frente aos mostradores e que telefones pegam para ver de perto e por quanto tempo. A T-Mobile não quis comentar o assunto.
Atualmente, a 3VR testa um software de reconhecimento facial que pode identificar o gênero e idade aproximada do consumidor. O programa dará aos varejistas mais conhecimento sobre as faixas demográficas dos clientes e ajudará a fazer promoções sob medida, diz Shipp. “Algum dia, teremos capacidade para avaliar cada indicador imaginável. Estamos apenas começando a conhecer a superfície.”
Alguns varejistas vêm instalando equipamentos para acompanhar os compradores via celulares. A Path Intelligence, empresa de Portsmouth, na Inglaterra, começou a vender uma tecnologia em 2009 que detecta o sinal de celulares e pode rastrear a movimentação de quem estiver com o telefone dentro de um prédio. Atualmente, o sistema é usado principalmente em centros comerciais na Europa. Segundo a empresa, é possível detectar a locomoção de mais de 1 milhão de clientes por dia. Alguns varejistas usam os dados para definir onde instalar lojas, segundo a CEO da Path Intelligence, Sharon Biggar. Outros usam o sistema para descobrir a nacionalidade dos clientes, detectando o código do início dos números de telefone.
Os shopping centers que usam o sistema, chamado FootPath, colocam placas na entrada e nos mapas de localização das lojas informando os clientes de que seus celulares estão sendo rastreados e que devem desligar os aparelhos se não quiserem ser monitorados. Rastreamentos desse tipo preocupam grupos de defesa da privacidade. David Jacobs, pesquisador do Electronic Privacy Information Center, diz que é “impraticável” sugerir aos consumidores o desligamento dos celulares.
A Path Intelligence informa que não grava a identidade de ninguém e altera alguns dos dígitos dos números de celular antes de armazená-los. “Projetamos este serviço de forma que seja impossível detectar qualquer informação pessoal ou associar o número a uma pessoa”, diz Biggar.
Nem todos se sentem confortáveis com a ideia. Em novembro, o Short Pump Town Center, em Richmond, Virgínia, e o Promenade Temecula, na Califórnia, começaram a testar o FootPath pela primeira vez nos Estados Unidos. O teste foi cancelado um dia depois, por reclamações do senador Charles E. Schumer (democrata por Nova York) de que a tecnologia poderia comprometer a privacidade dos consumidores. “Gostaríamos de resolver as preocupações sobre privacidade antes de seguir adiante”, diz Julia Yuryev, da Forest City Commercial Management, proprietária dos dois centros comerciais. A J.C. Penney testou a tecnologia em uma loja, mas não tem planos para efetivá-la, segundo Rebecca Winter, porta-voz da rede. “Quanto mais se foca no comprador, maiores são os riscos”, diz Jacobs. Mark Rasch, diretor de segurança on-line e privacidade da CSC, uma consultoria em Falls Church, Virgínia, diz que rastrear telefones ou usar câmeras “não é mais invasivo do que [as práticas que] as varejistas on-line fazem”.
Essas ferramentas deverão tornar-se mais comuns se outros varejistas puderem repetir o sucesso da Montblanc no aumento das vendas. “É realmente uma experiência que muda as regras do jogo e este é apenas o começo”, diz Fajardo, da Montblanc. “Antes, estávamos trabalhando apenas com base em certo know-how e intuição. Isto se trata de planejar o negócio de varejo com base em estatísticas reais.”
Por Ashley Lutz e Matt Townsend
Bloomberg Businessweek - Tradução de Sabino Ahumada
Case Homeplus Virtual Store
A rede de supermercados coreana Homeplus/Tesco mostra que as ideias mais simples são as mais geniais. Com um investimento relativamente baixo eles conseguiram crescer 130%, alcançando o primeiro lugar no país em compras online, o que também ajudou no crescimento das vendas nas lojas físicas. Isso sim é usar a comunicação com inteligência e foco em vendas!
Através de peças publicitárias instaladas em locais públicos a rede reproduziu, em tamanho real, gôndolas com seus produtos, no qual o consumidor pode efetuar a compra usando o smartphone. E tem mais, segundo eles, o sistema de distribuição do supermercado se encarrega de entregar na casa do consumidor no mesmo dia.
Perceba que grandes ideias não estão necessariamente ligadas a grandes investimentos e que hábitos de consumo e comportamento de compra podem mudar, basta oferecer aos clientes opções que atendam as suas atuais necessidades e facilitem suas vidas!
Profissionais de marketing e publicitários, este é mais um case para reflexão. Procurem pensar fora da caixa e oferecer soluções como essa, de baixo investimento e com potencial de mudar o hábito de consumo dos clientes e gerar crescimento imediato nas vendas.
Conheça o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor
O INSC é uma medida de satisfação do consumidor brasileiro. Ele é nacional e seu objetivo é avaliar a qualidade de bens e serviços com base na opinião do consumidor. Essa opinião é publicada espontaneamente na internet e refere-se a bens e serviços pertencentes aos setores mais representativos do PIB brasileiro.
O INSC é uma iniciativa da Escola Superior de Publicidade e Marketing (ESPM).
Saiba mais em: www.insc.com.br
Profissional de marketing no Brasil é jovem e mulher
Uma pesquisa do site Mundo do Marketing com a Michael Page mostra um raio X completo da profissão: “Mulher, analista de Marketing, trabalha há mais de um ano na mesma empresa de pequeno porte, é formada em Marketing, tem entre 25 e 45 anos, pós-graduação ou MBA, trabalha com uma verba de até R$ 500 mil, pretende ficar na mesma companhia no próximo ano e fazer uma nova pós-graduação. Acredita que será promovida, tem como desafio conseguir mostrar o valor que o Marketing pode proporcionar à organização e está satisfeita com seus fornecedores. Este é o principal perfil do Profissional de Marketing no Brasil”. Confira a matéria completa no site do Mundo do Marketing.

10 Mandamentos do Marketing Pessoal
Liderança
Tenha habilidade para influenciar o próximo, seja pela persuasão ou pela própria confiança que transparece a todos.
Confiança
Seja aquela pessoa na qual buscamos segurança, conforto nas palavras, esperança e admiração.
Visão
Um dos mais importantes quase sempre é aquele que entende o que e por que está fazendo, sugerindo pequenas mudanças para melhorar o próprio trabalho ou o dos colegas. Consegue pensar em táticas e estratégias para ter não só o grande contrato, mas também ter os pequenos pingados. Às vezes, é melhor ter dez clientes pagando R$100,00 que esperar pela oportunidade de, em um único cliente, ganhar R$1.000,00.
Espírito de equipe
Ofereça ajuda aos colegas sem ser solicitado. Vise sempre o melhor do próximo e, é claro, do ambiente de trabalho.
Maturidade
Saiba solucionar conflitos sem criar mais conflitos. Analise cada situação, tente compreendê-la e tomar uma atitude consciente e sábia.
Integridade
Faça seu trabalho sem prejudicar ninguém. Seja ambicioso, mas não a ponto de atropelar quem estiver pela frente para alcançar o objetivo.
Visibilidade
Tenha visão do futuro que almeja, saiba aonde quer chegar com sua carreira.
Empatia
Crie situações agradáveis no ambiente social. Reconhecer o trabalho dos outros e elogiá-los é gratificante para a pessoa elogiada e ótimo para sua imagem pessoal, além de mostrar interesse pelo trabalho dos outros.
Otimismo
Tente, nas piores situações, enxergar um ponto positivo. Saiba lidar com os erros e aprender que, por mais difícil que seja o desafio ou mesmo o momento, ele não é o fim do mundo.
Paciência
Muitos já nascem com ela aflorada, já outros têm de apenas aprender a controlá-la, pois a falta de paciência pode acabar prejudicando caso você não a domine.
Mas afinal de contas, o que é o relacionamento?
Não vamos discutir a relação e sim o relacionamento. Não se deixe influenciar pelo impacto da frase acima. Com certeza, não vai doer nada falar um pouco sobre relacionamento. Aliás, na recente história, nunca se falou tanto sobre o tema, o centro das atenções em tempos de tecnologia digital de informação, interatividade e colaboração. Tanto é que, uma das ações básicas para o sucesso de uma estratégia de marketing digital é desenvolver uma freqüência ativa no relacionamento web com os clientes.
De acordo com o Dicionário Houaiss, os significados para as palavras são: Relação, vinculação de alguma ordem entre pessoas, fatos ou coisas; ligação, conexão. Relacionamento - ato ou efeito de relacionar-se. Já o Marketing de Relacionamento é o “processo de criação, manutenção e aprimoramento de relacionamentos fortes e repletos de valor com clientes e outros interessados” (Kotler & Armstrong, Princípios de Marketing - 9º Edição).
Em essência, é um modelo de negócio centrado no cliente, de forma individual - “um a um”. Baseia-se no fato da empresa já ter uma conexão e conhecer o seu cliente, possibilitando a ele o acesso à informação de melhor qualidade, facilidade de compra e de comunicação. Além da economia de tempo e de dinheiro. Em suma, o benefício de que, seja mais fácil fazer negócio com a sua empresa.
É deste relacionamento que estamos falando, via web, uma mídia extremamente dirigida, que atinge um público formador e multiplicador de opinião. Permite interatividade e colaboração, disponibiliza uma oferta rica de produtos e serviços que visa a competitividade e a lucratividade.
O mundo mudou. A forma como as empresas se relacionam com seus clientes é decisiva para a continuidade do processo de consumo. Com a revolução digital, as pessoas passaram a ter, com o simples clique de um “mouse”, um universo de opções com total mobilidade e sem qualquer comprometimento. A ausência de comunicação, via contato físico, aliado ao surgimento de novas marcas e mídias, pode representar uma ameaça à lealdade. Portanto, a forma como as empresas vão se comunicar e se relacionar com o mercado através dos meios digitais, é que irá garantir o seu sucesso.
A internet possibilita o desenvolvimento e gerenciamento das relações individuais com clientes individuais. Uma série contínua de comunicações e interações colaborativas, muito próximas, com vínculos e contato direto. E qual é o objetivo final? Fidelização em relação à marca.
Para particularizar esta relação com o cliente é preciso identificar, diferenciar, interagir e, por fim, personalizar o relacionamento de forma a ser uma experiência única. A informação precisa sobre suas expectativas, mapeadas via o relacionamento, que é bidirecional, cria uma relação de conveniência e comodidade. Conhecer este cliente e seu perfil único de consumo permite realizar produção e oferta customizada com distribuição, comunicação e incentivos ao consumo personalizado.
Não podemos esquecer que “clientes são o ativo mais valioso de uma empresa”. E mais, é preciso distinguir os clientes de maior valor dos clientes com valor estratégico (potencial) e manter um relacionamento diferenciado com cada um deles.
Vale mencionar também sobre a importância das ferramentas tecnológicas de gestão integrada (Enterprise Resource Planning, CRM, Business Intelligence, Data Warehouse, Data Mining, etc). Além disso, as soluções de métricas e análises web contribuem para transformar dados em informação (qualitativa e quantitativa), que gera conhecimento, de maneira a dispensar tratamento diferenciado. A empresa organiza, facilita e agiliza seu relacionamento com os clientes.
A integração da visão digital, interativa e colaborativa e o uso de soluções eficientes e adequadas aos meios digitais (online) são a garantia do sucesso das ações de relacionamento. Elas devem estar contempladas nos processos de planejamento estratégico, de campanhas e ações promocionais de relacionamento. Isso inclui criação, definição do formato, conteúdo e mídias.
Discutir a relação parece muito mais fácil e pode doer menos! Acredite se quiser.
Maria Elisa Miranda é Gerente Executiva do Virtual Metric, área de métricas e análises web da Virid Interatividade Digital, empresa especializada em soluções e serviços de marketing digital.
Campanha Samsung para o Dia das Mães

A Samsung lançou sua campanha para o Dia das Mães onde o consumidor deve enviar para o hot site da promoção uma foto com os temas Mãe, Amor e Verdão. Verdão? Ué, e a torcida do curinthia, ou a do São Paulo será que irão participar e concorrer a uma camisa oficial do rival? Como ficam os consumidores do resto do país que não querem nem saber dos times paulistas?
Levando em consideração a pesquisa da Datafolha, realizada em novembro de 2007, que informou que o verdão tinha apenas a quarta maior torcida do Brasil, empatada com o Vasco (6%) e atrás dos conterrâneos São Paulo (8%) em terceiro e o Corinthians (12%) com a segunda posição (o primeiro é o Flamengo que até hoje pega carona na era Zico - 17%), o que você acha da estratégia de grandes empresas patrocinarem apenas um time, sem levar em consideração a paixão dos consumidores pelos times rivais?
E você, participaria de uma campanha pra ganhar ingressos do jogo do time adversário? Deixe aqui sua opinião sobre este assunto. Clica!
Cartão de visita, como usar
A PEÇA BÁSICA DO NETWORKING
Por Marcelo Miyashita
Se o networking é, para as relações profissionais, uma prática necessária e fundamental para a construção de redes de contato, o cartão de visita, seus modos, etiqueta e funcionalidade, torna-se o objeto mais tangível dessa prática. É preciso saber seus significados e sua utilização correta no dia-a-dia. Afinal, materialmente o cartão é o que se entrega e o que se recebe num primeiro contato. Influencia e reforça as opiniões, além de deixar disponíveis informações para abordagens posteriores.
Há várias histórias sobre sua origem, uma delas conta que o cartão de visita surgiu durante o século XIX. Era utilizado pelas senhoras da sociedade vitoriana em suas visitas, para que fossem apresentadas pelos condutores de suas carruagens às pessoas de uma determinada casa. O condutor apresentava um cartão com o nome e título da senhora, que aguardava na carruagem, e, se a dona da casa desejasse sua visita, o condutor abriria a porta da carruagem. Caso contrário, a carruagem iria embora, sem expor sua passageira a uma situação constrangedora.
O cartão de visita, portanto, surgiu como peça identificadora e ele ainda carrega esse significado: diz quem a pessoa é, de onde vem e como pode ser localizada.Além disso, todo seu ritual de entrega também transmite significados. Então, o cartão de visita profissional é, para a prática do networking, parte importante que merece atenção especial. Sobre isso, alguns cuidados:
Ritual da entrega
É costume trocar cartões no início da conversa. Não espere a pessoa entregar o dela, entregue o seu e, se a pessoa não sugerir que irá entregar o dela, peça objetivamente. Não há constrangimento nisso. Se a pessoa não tiver um cartão, tome a iniciativa, pegue uma caneta e anote os dados dela. Isso demonstrará seu interesse em manter a relação e valorizará a pessoa.
Leia e faça comentário
Ao receber um cartão, leia-o. Fique quatro, cinco segundos lendo o cartão - isso demonstrará sua atenção com quem a pessoa é - e busque, nas informações, um assunto para dar continuidade a conversa.
Mantenha o cartão à mão
Não pegue o cartão da pessoa e guarde. Fique com ele, segure junto com o seu porta-cartão. Isso, além de valorizar o cartão da pessoa, ajudará você a memorizar os dados dela e buscar mais facilmente, caso esqueça.
Estabeleça um gancho
Busque sempre levar o diálogo para que possa fazer um contato posterior, por e-mail, prometendo enviar alguma informação para a pessoa. Aí entra a capacidade de buscar ajudar, que é a força motriz do bom networking – “ajudando nos tornamos relevantes, lembrados e queridos”.
Após o contato, anote
Escreva no verso do cartão de cada pessoa palavras-chaves que irão te ajudar a reconhecê-la posteriormente. Num evento ou mesmo numa reunião de trabalho, é possível fazer vários contatos e, também, confundi-los.
Dê feedback em 48 horas
Prometa o acertado em, no máximo, 48 horas. Se, por exemplo, prometeu enviar uma matéria sobre um assunto do interesse da pessoa, faça isso dentro desse prazo. Isso demonstrará sua atenção, ajudará para que seja lembrado e firmará um contato mais relevante entre as partes. Lembre-se que a pessoa também pode ter conhecido outras pessoas no mesmo evento. É preciso, portanto, diferenciar-se para se manter lembrado.
Registre as informações
O último passo é deixar registrado, numa base única, como o MS Excel, as informações dos cartões. É incrível, mas temos dados espalhados em diversos “bancos”: agenda, Outlook, webmail, Palm, celular, cadernos etc. Isso é problemático, pois dificulta nossa busca e facilita a perda de dados. Pois isso, concentre numa única base: isso ajudará a visualizar quem você conhece.
Classifique e pratique networking
Por fim, para manter seus contatos ativos, é fundamental buscar classificá-los e agrupá-los por semelhança. Além disso, é bom compreender quem são seus contatos mais importantes conforme seus objetivos junto ao networking, que podem ser empresariais - como conquistar novos clientes e estabelecer novas parcerias - ou ligados à empregabilidade - como conseguir promoções internas e novos empregos.
Por tudo isso, dê mais atenção ao cartão de visita. Evite seu uso com displicência e transforme-o numa ferramenta de trabalho. Se contato é tudo na vida, precisamos trabalhá-lo com disciplina, mas também com harmonia, empatia e boas intenções. Afinal, pessoas, antes de tudo e de qualquer interesse, são pessoas. E como foi afirmado, é ajudando que somos ajudados. Então, mobilize-se para as pessoas.
Marcelo Miyashita é consultor e palestrante da Miyashita Consulting, professor de MBA e pós-graduação na Cásper Líbero, FGV EAESP GVpec, PUC-SP, Madia Marketing School, IMES, Unip, IBModa e é colunista do Mundo do Marketing.