Agende seu planejamento para 2010

Estamos no final do ano e neste momento começam a nascer as famosas promessas que raramente serão cumpridas. A maioria das pessoas está habituada a este ciclo, que consiste na empolgação inicial, na definição das ações, e depois, no completo esquecimento ao longo do ano.

Esse costume anual não acontece apenas na área pessoal, muitas empresas passam pela mesma dificuldade. O problema corporativo não é a coordenação de estratégias, mas sua execução ao longo do ano. Segundo empresários e executivos do país, 2009 foi um ano complicado para diversas áreas comerciais. Um ano de superações. A crise mundial teve seu ápice e muitos acreditavam em uma demora para a recuperação.

Em 2010 o cenário será incerto, mas precisamos acreditar e não parar no meio do caminho, ou entraremos em um círculo vicioso perigoso. O próximo ano pode ser “diferente”: a dificuldade ou facilidade dependerá muito de como você vai enfrentar os desafios que certamente aparecerão. Deixe o medo de lado e alavanque o otimismo.

Além disso, o ano que vem pode ser o ano da produtividade, seja na vida pessoal ou corporativa. Para que isso aconteça, determine, por exemplo, qual a importância das ações que você executará em sua vida. Leve em consideração 2009 para que os erros não se repitam em 2010 e reserve uma hora para fazer o planejamento do seu ano. Abaixo deixo algumas dicas que poderão ajudá-lo nesta tarefa:

* Revise o que é importante para você – Ano que vem você precisará de mais foco para não perder tempo à toa. Se questione e tenha clareza em suas respostas. “Que atividades eu devo focar em 2010 e quais devo descartar? Faça uma lista de “FOCO” e outra de “STOPs”, depois de concluída faça uma lista de prioridades por ordem de importância. Olhe para os 5 primeiros itens da lista e detalhe um plano de ação na sua agenda para cada um deles.

* Use uma agenda – Aproveite o começo do ano para escolher uma ferramenta única, centralizada e prática, em que você possa centralizar todos os seus planos. Tenha uma agenda.

* Tenha poucas metas – Não adianta fazer muitos planos, o melhor é focar em poucos objetivos ao longo do ano, mas que sejam relevantes e viáveis. Como roteiro, pense exatamente no que você quer e defina, pense em indicadores (quanto precisará investir) e em uma lista de ações práticas, de curta duração.

* Crie pontos de controle – A cada bimestre, agende uma reunião de 1 hora com você mesmo para revisar seus planos, suas metas, seus “FOCOs” e “STOPs”. Isso diminui o risco de que a promessa caia em desuso ao longo da execução.

* Compartilhe seus objetivos com alguém de confiança – Escolha uma pessoa próxima, que ajude você a manter o nível de confiança, motivação e o questione sobre os planos. Pode ser um coaching profissional ou aquele amigo que faz você pensar na vida.

* Coloque você no seu ano – Quanto mais tempo para você, mais energia para executar seus planos em 2010. Inclua atividades de lazer, esporte, ócio ou o que fizer você “recarregar as baterias” com uma periodicidade quinzenal.

Por fim, não deixe de fazer uma grande inovação que leve em conta o planejamento e a execução das promessas de fim de ano. A frase de 2010 será: “Quando há medo, se criam muros. Quando há esperança, se criam pontes”.

Publicado inicialmente no Portal da Administração e escrito por Christian Barbosa, especialista em administração de tempo e produtividade.

Marketing Sensorial na campanha do VAIO

E se a tecnologia fizesse você se sentir… mais humano? Este spot foi filmado em São Paulo, e é uma homenagem aos 5 sentidos passando por várias experiências sensoriais.

Ciência também pode ser pop

Muito legal este post publicado no Blog 4P, o que me chamou mais a atenção foi a utilização de uma câmera fotográfica na filmagem do VT, realizado por um dos melhores diretores de cinema do mundo, o brasileiro Fernando Meirelles. Vale a pena conferir, quem sabe você não produz o seu próprio comercial?

Em um movimento raro na propaganda brasileira, a empresa de telefonia móvel Nextel lançou este mês um comercial estrelado por um cientista. Trata-se de Miguel Nicolelis, neurologista brasileiro que dirige o laboratório de neurociência da Universidade Duke, nos Estados Unidos, um dos mais importantes de mundo. Ponto para a Nextel e para a Loducca por trazerem para a propaganda uma figura que é antítese das celebridades que entopem os comerciais.

Nicolelis foi eleito uma das vinte personalidades para o avanço da ciência nas próximas décadas pela revista americana Scientific American e é autor de importantes pesquisas que investigam as causas e relações entre doenças devastadoras como Mal de Parkinson e esquizofrenia. Também é o criador do Instituto do Cérebro, centro de pesquisa erguido no Rio Grande do Norte, com o apoio da bilionária Lily Safra, viúva do banqueiro Edmond Safra, erguido no nordeste como parte de um esforço para levar o progresso científico à região. O comercial, que está abaixo, foi dirigido por Fernando Meirelles e filmado com uma câmera fotográfica no sertão do Piauí.

Aproveite e confira também o Making Off do comercial com direito a uma breve explicação de Fernando Meireles sobre a concepção da locação:

Publicado inicialmente no Blog 4P

Não aguenta mais fazer reunião? Acho bom você ler isto!

Quem nunca participou daquelas reuniões chatíssimas e demoradas onde todos falam ao mesmo tempo, misturando assuntos estratégicos com problemas pontuais do dia-a-dia, todos tratados do mesmo jeito, sem distinção, prioridades e ordem?

Recebi uma indicação muito boa da revista Liderança e gostaria de compartilhar com vocês. Trata-se de algumas dicas do livro de Patrick Lencioni chamado “Nocaute por reunião” da editora Campus.

Assuntos diferentes merecem reuniões diferentes para que a equipe ganhe em eficiência, decisão e tempo. Veja como trocar encontros longos, nos quais não se decide nada, por vários outros pequenos e eficazes:

RELATO DIÁRIO

O autor sugere que esse tipo de reunião seja feito todos os dias, em um canto da empresa, com os participantes em pé e por não mais que 5 minutos. Nele, todos dizem o que esperam fazer no dia ou, se for o caso, se estarão fora, se terão de alterar algo, se precisam falar com fulano logo mais, etc. Atenção: mesmo que o fulano esteja na sua frente, não aproveite a reunião para falar com ele, apenas tenha certeza de que ele estará disponível mais tarde. Lembre-se, só 5 minutos, no máximo. Essa forma de encontro simples poupa dezenas de e-mails, telefonemas, saídas pelas salas à procura de alguma pessoa e, principalmente, evita situações do tipo: “Mas o ciclano não sabia que o material iria chegar hoje?”.

REUNIÃO TÁTICA SEMANAL

Esse tipo de reunião deve durar no máximo 1 hora e ser realizado sempre no mesmo dia, horário e local. Esse encontro serve para definir o que é mais importante para a empresa na próxima semana. Como trata do dia-a-dia, ele não tem pauta. Assim, não se podem analisar os problemas do momento na organização nem desenvolver um cenário preciso do que ocorre. Essas reuniões começam com cada participante dizendo, em 1 minuto, o que fizeram de mais importante na semana e que vai afetar a empresa na próxima.

Depois que todos expuserem suas opiniões, é hora de compará-las com os objetivos de curto e médio prazos de sua equipe. Para facilitar, utilize parâmetros mensuráveis, receitas e despesas, e mais algum dado que faça sentido para seu grupo. Não é preciso demorar muito tempo aqui nem fazer contas exatas. Faça o necessário para ter uma ideia de como vocês estão naquela semana e nada mais. Gaste, nessa análise, uns 5 minutos.

Agora, você sabe onde sua equipe está e pode definir onde ela tem de focar na próxima semana, quais devem ser as prioridades e quem deve fazer o que. Nesse tipo de reunião, também não se decide ou cria algo novo. Não é hora de brainstorming ou decisões sobre o futuro da empresa, e sim sobre como vocês podem fazer a próxima semana produtiva e com o mínimo de estresse para todos. Lógico que vão surgir novas ideias em situações assim, mas guarde-as para a reunião futura, respeitando o tempo e a razão de ser da reunião tática.

REUNIÃO ESTRATÉGICA MENSAL

É aqui que se exploram novas ideias e possibilidades e usa-se o cérebro e a experiência para resolver grandes problemas. É também uma reunião mais longa, que pode, tranquilamente, estender-se para um pouco mais de 2 horas, se necessário. No entanto, não volte a cair na tentação de colocar diversos assuntos em uma só reunião. Limite-se a um ou dois tópicos.

Esse tipo de reunião tende a gerar reclamações: as pessoas acham que ele é longo demais e que deveriam estar lá fora trabalhando. Entretanto, é aqui que se decidem as novas oportunidades da empresa, de onde virá o dinheiro, novas formas de a organização trabalhar, etc. Existe algo mais importante que decidir algo que, nos próximos anos, provavelmente vai ter impacto na empresa?

REUNIÃO TRIMESTRAL FORA DO ESCRITÓRIO

Isso mesmo, mude de ares. Isso ajuda a ver a empresa por outro ângulo e reavaliar a estratégia, panorama competitivo, moral, dinâmica da equipe, colaboradores de melhor e pior desempenho, satisfação do cliente – tudo o que tem impacto no sucesso da equipe e empresa e que não se discute nas reuniões mensais.

Se for preciso, gastem um dia inteiro nessas reuniões. Vocês vão decidir o futuro da empresa e analisar concorrentes ou membros da equipe. Essas coisas não podem ser decididas no grito. Para que esse tipo de reunião se torne ainda mais eficiente, o autor sugere que se contrate um mediador externo de confiança – alguém com capacidade para lidar com gente, egos, geração de respostas criativas, etc. Talvez, um psicólogo amigo seu seja uma boa solução, desde que você se sinta confortável. Não vale a pena resolver o problema da reunião e perder a amizade.

Por favor, encaminhe este post ao seu chefe. Você só tem a ganhar!

* Enviado por e-mail pelo site da revista Liderança. Clica!

O que é Marketing?

A presença do Marketing na sociedade afeta a quase totalidade dos seus membros através de diversas formas e com mecanismos distintos. Tanto assim é que, frequentemente, conduz a certas confusões entre o que é Marketing e algumas das ferramentas a que recorre para alcançar os seus fins, como os estudos de mercado, a publicidade ou o patrocínio de eventos. Por isso, é importantíssimo identificar o que implica o conceito de Marketing e conhecer as definições que melhor o descrevem.

Numa primeira abordagem, pode-se definir o Marketing como o conjunto dos meios de que dispõe uma empresa para vender os seus produtos aos seus clientes com rentabilidade. Até aqui nada de novo! Todas as empresas, desde que existem, têm tido a preocupação de vender os seus produtos aos seus clientes – e não terão sido levadas a fazer Marketing sem o saber? Num certo sentido, é verdade: desde que os homens tiveram necessidade, para viver, de vender o que produziam, o marketing sempre existiu. Mas o que se modificou, desde há alguns decênios, sob a influência de diversos fatores econômicos, tecnológicos e científicos, foi o modo como as empresas o praticam e a própria concepção que fazem dele.

O Marketing sempre foi definido de muitas formas distintas. Quase, diariamente, são propostas novas definições, cada uma contendo as especificidades que os seus autores consideram necessárias para alcançarem uma melhor compreensão do conceito.

O conhecimento de tais definições é um valor incalculável para compreender a evolução do Marketing bem como aprofundar o seu conhecimento. As mais representativas, pela autoridade de quem as propõe, bem como pelo fato de uma ser concebida nos Estados Unidos da América e outra na Europa, provavelmente são as seguintes:

AMERICAN MARKETING ASSOCIATION

“Marketing é o processo de planificação e execução da concepção, fixação de preços, promoção e distribuição de idéias, produtos e serviços para criar relações de troca que satisfaçam objetivos individuais e organizacionais.”

THE CHARTERED INSTITUTE OF MARKETING

“Marketing é o processo de gestão responsável por identificar, antecipar e satisfazer de uma forma rentável as necessidades dos consumidores.”

A estes dois conceitos oficiais podemos acrescentar um sem fim de definições, que podem ser reveladores do aspecto decisivo que o Marketing desempenhou, desempenha e sem dúvida desempenhará no modelo de sociedade futura.

O Marketing poderá mesmo tornar-se numa força catalisadora da sociedade, enquanto princípio nobre de tentar satisfazer as necessidades do ser humano, através da produção de bens e prestação de serviços que a pessoa está interessada em adquirir.

O Marketing aplicado à letra poderá mesmo desencadear a revolução do novo milênio, ao dar o verdadeiro poder à pessoa de decidir de acordo com os seus desejos. Afinal, o cliente é a fonte dos rendimentos das empresas.

DEFINIÇÕES DE MARKETING

“O estudo do público, isto é dos mercados, é de três ordens:
econômico, psicológico e social.”

Fernando Pessoa, 1926

“Não se pode vencer contra o povo. Quem não sentir esta
verdade indubitável não pode ser guerrilheiro.”

Ernesto Che Guevara, 1960

“O Marketing no seu melhor, consiste na criação de valor
e na melhoria dos níveis de vida no mundo.”

Philip Kotler, 1997

“Kotler is marketing.”
Al Ries

“A administração deve pensar em si mesma não como produtora de produtos,
mas como fornecedora de satisfações de valor, criadoras de clientes.”

Theodore Levitt

“Marketing não é uma função; é todo o negócio visto na perspectiva do cliente.”
Peter Drucker

* Publicado inicialmente no site MktOnline. Clica!

Veja também:
- Management TV - 5 vídeos sobre Marketing com Philip Kotler e Jack Welch
- Vídeo aula sobre o conceito básico de Marketing

Leia também:
- Qual o Objetivo do Marketing
- Mas afinal, o que é Marketing?

O consumidor é fiel à marca ou ao ponto-de-venda?

Os fabricantes de produto de consumo estão tendo cada vez mais dor de cabeça para manter seus clientes fiéis. Na Bélgica, a rede de supermercados Delhaize, uma das líderes do varejo com 775 lojas, retirou de suas prateleiras 250 produtos da Unilever em fevereiro. Enquanto as duas empresas não chegam a um acordo sobre os preços de produtos e sobre merchandising nas lojas, os consumidores estão indo atrás dos produtos em outras redes ou trocando a marca Unilever por outras concorrentes.

Um terço dos clientes da Delhaize afirmou, em uma pesquisa on-line, que vão atrás dos produtos da Unilever no Carrefour e na rede de desconto C olruyt. Um terço migrará para produtos iguais ou semelhantes de outras marcas ou comprará marcas próprias, enquanto a outra parte dos clientes da rede belga ainda não sabe que medida vai tomar para suprir suas necessidades e desejos.

Aqui no Brasil, em recente entrevista à revista Exame, o diretor executivo das Casas Bahia, Michael Klein, comentou sobre a mudança que a rede havia feito Read more

Atendimento Publicitário

Visitando os posts antigs do finado Blog do Havro, achei esta pérola! Um comentário muito legal de Márcio Santoro, Diretor de Atendimento da agência África sobre a polêmica da extinção da função de atendimento publicitário. O artigo é antigo, mas super-atual. Vale a pena ler!

UM NOVO PERFIL E POSICIONAMENTO
A-t-e-n-d-i-m-e-n-t-o

Márcio.
Eu não gosto deste nome. A culpa é do médico da minha mãe. Pode parecer estranho, mas foi ele quem me deu esse nome. A história é simples: 30 de agosto de 1970, em alguma maternidade no centro de São Paulo, o pau corria solto. Meu pai querendo me dar o nome de Armando e minha mãe de Rodrigo (fico imaginando como ia me ferrar se me chamasse Rodrigo Santoro…).

De um lado toda a família Santoro e do outro a Miritello, tudo italiano casca grossa brigando para valer. A uma determinada altura a pancadaria atingiu um nível que o doutor teve que entrar. Em um ato impensado deu um palpite …aí veio Márcio!!!

Todo mundo fez cara de árvore e minha mãe, com falta de juízo, aceitou a sugestão. Ela olhou para mim e disse:
“- Você vai se chamar Márcio”.
Foi a primeira e última vez em que ela me chamou assim. Meu apelido foi dado no dia seguinte e virei Meco. O Márcio sumiu.

Passados 17 anos, trabalhando sem ganhar um centavo furado na DPZ (estágio não remunerado), me deparei com um sujeito gente-fina mas com cara de bravo (Daniel Barbará), que me disse: “- Márcio, (caramba…era eu!) pegue essas fitas e um avião e entregue uma cópia na Manchete e outra na Globo lá no Rio. Se não chegar no horário, eu arranco seu saco!”

Pronto! Márcio, ele voltou. O nome tava na roda em caráter irrevogável. Nesses tempos de DPZ, eu comecei a flertar com um departamento chamado “atendimento”. Eu gostava daquele negócio agitado, botando todo mundo na agência para trabalhar, o contato com clientes, a coisa de vender idéias etc. Mas o nome do departamento…Atendimento, mas que m… Dava a idéia de uma coisa limitada.

Mas me apaixonei e fui com tudo. Saí da DPZ, fui estudar fora, voltei e comecei a atender a Lever na Lintas e lá fiquei por oito anos. Depois de mais sete anos na DM9DDB, fui convidado pelo Nizan para abrir a Africa, uma agência modelo de atendimento mais exclusivo, com poucos clientes. Durante esses últimos anos tenho tentado, até pela nossa forma diferenciada de se envolver com o cliente, criar um profissional de atendimento moderno, com visão de negócios.

Um cara que sai a campo toda semana, que tem as vendas na ponta da língua, que corta produtos do portifólio do cliente, que cria serviços, que diz “não” ao cliente com embasamento, que planeja, que dá o “key insight” para a criação, que discute pesquisa, que estimula a mídia a ser criativa, que integra o offline com o online.

Isso está em linha com a matéria de capa do Advertising Age de algumas semanas atrás, que alerta para o fim do profissional de atendimento antigo. A matéria é clara – morreu um perfil de profissional, e não a atividade. A mesma matéria diz que a Amalgamated aboliu o atendimento no começo de suas atividades em 2003 e foi um verdadeiro caos.

Atendimento, assim como Márcio, são nomes de que eu não gosto, mas estão aí. Esse negócio de acabar com o atendimento, tema em discussão hoje em dia, é uma piada ou simplesmente uma forma de ter assunto. Honestamente, eu me sinto desrespeitado com isso. Assim como toda a nossa categoria deveria se sentir.

Pior ainda é diluir as atribuições do atendimento aos outros departamentos. Dar a função de atendimento para planejamento ou criação é acabar com essas áreas, que vão ter que parar de planejar e criar para atender.

A Crispin, Porter & Bogusky de Miami, uma das agências mais modernas e criativas do momento, tem atendimento e dos bons. Pergunte ao Jeff Steinhour, sócio e diretor de atendimento da Crispin.

Reinventar-se é hoje uma atribuição não só do atendimento, mas sim de toda a atividade da propaganda. Eu pensei em mudar o meu nome há alguns anos, mas achei melhor me concentrar e tentar ser um atendimento. Eu pensei em mudar o nome do meu departamento há alguns anos, mas achei melhor me concentrar em reinventá-lo. Extingui-lo seria muito mais fácil.

Dicas de liderança

Para começar bem o ano republico aqui algumas boas dicas compiladas pelo redator-chefe da revista Liderança, Cleverson Uliana.

Comunicação
Para atingir a excelência na gestão de seu ambiente organizacional e promover uma comunicação transparente com seus funcionários, comprometa-se a fazer a gestão do clima da sua área e a escutar seus colaboradores, mudando aquilo que for possível e se posicionando sobre o que e por que não é possível ser alterado.

Decisões
Escolhas sábias levam você e sua empresa para frente. Da mesma forma, decisões pobres limitam sua carreira e prejudicam a performance da sua equipe. Isso mostra que grande parte do seu sucesso como líder depende da sua habilidade em tomar decisões.

Demissão
Trata-se de um momento de extrema sensibilidade emocional para o demitido. Se o líder tiver sido um carrasco, um pedido de desculpas poderá trazer à memória do outro uma lista muito grande de fatos indesculpáveis e a conversa da demissão virar uma exumação de velhos cadáveres. Os pedidos de desculpas e elogios deveriam ter acontecido antes, durante o relacionamento que tiveram, para não tornar o momento da demissão mais delicado ainda.

Desenvolvimento
O que preocupa muitas empresas é investir no desenvolvimento de um funcionário e acabar perdendo-o para a concorrência. Mas é fundamental encarar o turnover com naturalidade e não deixar que isso atrapalhe o desenvolvimento de líderes. Até porque, se você não desenvolve as pessoas, as melhores vão procurar outros desafios. Agora, se desenvolve, tem mais chances de as melhores ficarem com você.

Desmotivação
Determinados comportamentos e atitudes podem ser inversamente proporcionais à motivação de seus funcionários: falta de transparência nas decisões, autoritarismo desnecessário e frequente, condições inadequadas de trabalho e, claro, remuneração defasada em relação ao mercado – todos são aspectos que podem interferir no processo de motivação.

Liderança
Um líder além de se comunicar deve se relacionar bem com as pessoas, vendendo ideias, influenciando, motivando, conduzindo, incentivando, representando o grupo, compartilhando, ouvindo o outro e, acima de tudo, mantendo a sensibilidade para perceber as diferenças individuais e adequando-se ao contexto. A habilidade de comunicação de um líder é o reflexo do poder pessoal de influenciar os liderados.

Motivação
Cada integrante da sua equipe tem necessidades, sonhos e metas diferentes. Cabe a você descobrir o que motiva cada um e tentar, dentro das políticas da empresa, mostrar os caminhos para que ele possa atingir seus objetivos.

Produtividade
Pesquisas mostram que os gerentes passam mais de 70% de seu tempo tentando fazer os improdutivos produzirem. Enquanto isso, a maioria dos produtivos pede demissão e vai procurar outro emprego porque não recebeu atenção suficiente. Esses indivíduos não se sentiam reconhecidos pela empresa nem cresciam em suas posições.

Qualidade de vida
Tanto você quanto seus funcionários precisam zelar por momentos de lazer, assim como necessitam de exercícios e atividades físicas. Nosso organismo precisa desse “respiro”, o que não é novidade alguma. No entanto, por que cada vez mais profissionais vêm ficando doentes? Pense nisso e antecipe-se!

Reconhecimento
Embora o dinheiro seja importante, o reconhecimento cuidadoso e pessoal pela execução primorosa de uma tarefa ou atividade está entre os recursos mais poderosos para elevar o entusiasmo, melhorar o desempenho e aumentar a retenção dos colaboradores. Portanto, não esqueça que motivar sua equipe com reconhecimento – e principalmente dizer aquele “obrigado” de um jeito especial – pode fazer toda a diferença.

Recrutamento
Muito se discute sobre contratar jovens talentosos ou profissionais com certa experiência. A energia e a velocidade dos jovens são indiscutíveis, mas os profissionais mais velhos geralmente pensam mais antes de agir e, por consequência, erram menos. O ideal é utilizar uma mescla de profissionais jovens e maduros, justamente para aproveitar ao máximo essas duas gerações.

Reuniões
A maioria dos problemas com reuniões acontece pela inexistência de planejamento. Entre os mais recorrentes, estão a convocação de pessoas que não precisariam estar presentes, o descumprimento dos horários, a falta de foco e objetivos, etc. Sem contar que muitos dos assuntos poderiam ser tratados por telefone ou e-mail.

Satisfação
Sua equipe está satisfeita e demonstra isso aos consumidores com gentileza, prestatividade e competência? Caso sua resposta seja negativa, está na hora de transformar seus funcionários em pessoas de negócios. Afinal, colaboradores pensam em seus empregos, enquanto pessoas de negócios em criar valor para os clientes.

Sucessão
Hoje, as empresas não têm a quantidade nem qualidade suficiente de líderes dos quais precisam. Entretanto, uma coisa é certa: em todas as instituições ainda existem potenciais a serem desenvolvidos, ou seja, profissionais que podem gerar mais e melhores resultados.

Tecnologia
Talvez você não queira nem precise criar um blog para se comunicar com seus colaboradores, como fez a Microsoft. Então, por que não rever e aprimorar os processos de comunicação de sua empresa? A tecnologia está aí, com inúmeras ferramentas para você transformar informação em comunicação, garantindo uma equipe mais confiante e comprometida.

Marketing de Experiência

O marketing de experiência oferece ao consumidor a oportunidade de conhecer e experimentar um pouco do mundo fantástico que as marcas oferecem aos que a consomem e aos empresários a chance de interagir com o seu target, a ponto de fazer sua marca tomar forma e criar vida. Isso funciona muito mais do que a comunicação de apenas uma via feita pela TV ou por qualquer outra mídia de mão única.

Através da experiência você faz com que o ato da compra seja prazeroso, agradável e principalmente inesquecível para o consumidor. Quando ele entende realmente aquele benefício que o anúncio de TV não consegue explicar (ou até consegue, mas ele não acredita muito), a compra do produto é muito mais segura. Dificilmente o consumidor irá se arrepender e o melhor de tudo é que com uma boa experiência o consumidor instintivamente indicará o produto aos amigos.

Vender um produto ou serviço qualquer um pode fazer, mas vender um sonho requer estratégias bem mais elaboradas, é aí que entra o marketing de experiência, chamado também de marketing sensorial. É ele que pode, por exemplo, tangibilizar a marca através de um ambiente e atendimento adequado, proporcionado uma experiência única de comprar um determinado produto. Isso é mais que fidelização, já que o consumidor leva para casa um produto e a boa experiência da compra.

APELO ÀS SENSAÇÕES É A NOVA FERRAMENTA DO MARKETING
Folha SP

Se sua empresa está interessada em galgar um espacinho cativo no coração dos clientes, saiba que é necessário oferecer-lhes um elemento além do preço competitivo: o sonho.

Independentemente de ser o caso de um desejo bem baratinho ou o de dar a volta ao mundo, o marketing de experiências -que aos poucos está sendo rebatizado de sensorial- ganha terreno ao possibilitar que consumidores que tenham os sentidos “acarinhados” tornem-se escudeiros da marca.

“Não é um processo só de fidelização, trata-se de tangibilidade da marca. O cliente, ao entender tudo o que a loja oferece, fica leal”, diz Heloísa Omine, professora da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e sócia da Shopfitting. “As experiências vão além da compra. As lojas são bonitas, mas todas iguais. O consumidor vai se lembrar daquela que lhe oferecer algo diferente”, diz Silvana Bastian, da consultoria gaúcha Mais Criativa. “Mas elas ainda são poucas.”

Heloísa Omine cita quatro variáveis do marketing de experiências e afirma que mesmo as empresas de pequeno porte podem adotar medidas voltadas para o estímulo sensorial. “O objetivo é fazer com que o cliente sinta algo diferente. Pode ser via diversão, estética, momentos de escapismo ou treinamento”, explica.

Para todos

Apesar de algumas ações incluírem gastos consideráveis -como ao “perseguir” tornados ou ao conhecer uma unidade espacial-, pequenas empresas também podem lançar mão de estratégias desse marketing.

Para Silvana Bastian, um primeiro passo é tornar a loja mais aconchegante e preparar todos os funcionários para que ajam de forma mais receptiva. “Não importa o tamanho: o foco é saber quem é o seu cliente e como esse segmento pode ser envolvido”, sugere Bastian.

Sem limite

Do outro lado do balcão, a Immaginare, criada há um ano, aposta que “os sonhos [dos parceiros] não têm limites”. “Percebemos, há três anos, que o conceito de marketing de experiências estava crescendo muito na Europa e nos Estados Unidos”, conta Sonia Werblowsky, diretora da empresa.

Ela acrescenta que, depois das “primeiras grandes ondas do incentivo, nos anos 1980 e 1990″, com a premiação em produtos, vales e viagens, surge a terceira: “Ela começa agora, em que reinarão as sensações”. A empresa oferece experiências que vão de R$ 40 a US$ 20 milhões. Hoje, sua clientela divide-se igualmente entre empresas e pessoas físicas.

Segundo Werblowsky, um dos segmentos mais agressivos na área é o financeiro, que busca promover cada vez mais a fidelização de clientes de cartões; outro é o farmacêutico.

E esse será, para os envolvidos, um terreno de vida longa. “Quanto mais afluente a sociedade, quanto mais os grandes clientes se encontrarem abastecidos de produtos de toda a ordem, mais a roda girará na direção do sonho, do que é “priceless” [que não tem preço]. E é nisso em que apostamos.”

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Leia mais sobre o assunto:
Como atingir todos os sentidos do consumidor na hora da compra
O Poder do Marketing Sensorial
Marketing que atrai pelo sentido
Como conquistar o consumidor através da experiência

Muito mais do que um paraíso natural

Recife

Para muitos que acham que o Nordeste do Brasil é só um paraíso natural, segue algumas informações relevantes:

− Região brasileira mais próxima de mercados como Europa e EUA;
− Área equivalente à França, Itália, Reino Unido e Alemanha combinados;
− Concentra quase 30% da população nacional com 52 milhões de habitantes;
− PIB maior do que países como o Chile e equivalente à soma de PIBs de países como Nova Zelândia, Nigéria, Romênia, Filipinas e Egito;
− Desde 2001, a economia nordestina vem crescendo a taxas superiores à média nacional. Enquanto a média da região foi de 4,2% nesse período, o país cresceu 2,3%;
− Se fosse um país isolado do resto do Brasil, o Nordeste hoje teria um crescimento semelhante ao da Irlanda;
− Os investimentos privados na região entre 2001 e 2006 decuplicaram, passando de 300 milhões de reais para mais de 3 bilhões de reais;
− Entre as cidades, Recife foi a que mais cresceu de 2007 para 2008, ficando na 9ª posição com 1,07% (foi 12ª com 0,90%, no ano passado);
− Na região, para cada 1 real que sobra do salário no final do mês, 0,78 centavo é gasto na compra de itens de consumo. No Centro-Sul, esse índice cai para 0,55 centavo;
− O Nordeste deve receber 74% dos investimentos no setor hoteleiro esperados para os próximos cinco anos no Brasil.

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Onde o Brasil cresce mais rápido
O maior pólo de investimento do Brasil

Investimentos no Nordeste

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