330 mil brasileiros querem comprar tablets

Apenas nos últimos 30 dias, 330 mil brasileiros demonstraram interesse em adquirir um tablet, de acordo com levantamento realizado pela Navegg.

A empresa analisou dados de mais de 75 milhões de internautas e chegou à conclusão de que, neste ano, a intenção de compra cresceu 36% a cada 10 dias. Isso se une à estimativa do IDC, de que em 2012 serão vendidos 1 milhão de tablets (em 2011 foram 450 mil). Mais da metade (56%) dos compradores em potencial é composta de homens, 75% deles querem o aparelho para uso profissional e 93% possuem ensino superior. Boa parte (55%) gosta de ler sobre tecnologia, mas notícias (32%) e entretenimento (24%) também aparecem com destaque.

Redação Adnews

330 mil brasileiros querem comprar tablets

A ascensão do marketing de conteúdo

De acordo com um estudo realizado pela Content Marketing Institute, o marketing de conteúdo é um dos campos de maior crescimento nos negócios, com um grande número de profissionais se especializando na área. 90% dos profissionais de marketing que trabalham com B2B fazem algum tipo de marketing de conteúdo.

As táticas mais populares empregadas para difundir conteúdo são artigos, mídias sociais, blogs, newsletter, cases e eventos offline. Os objetivos mais buscados são o aumento da consciência da marca, aquisição de cliente, geração de leads e a retenção e fidelidade. Confira o infográfico abaixo.

Via Escave as Mídias Sociais

A ascensão do marketing de conteúdo

Profissional de marketing no Brasil é jovem e mulher

Uma pesquisa do site Mundo do Marketing com a Michael Page mostra um raio X completo da profissão: “Mulher, analista de Marketing, trabalha há mais de um ano na mesma empresa de pequeno porte, é formada em Marketing, tem entre 25 e 45 anos, pós-graduação ou MBA, trabalha com uma verba de até R$ 500 mil, pretende ficar na mesma companhia no próximo ano e fazer uma nova pós-graduação. Acredita que será promovida, tem como desafio conseguir mostrar o valor que o Marketing pode proporcionar à organização e está satisfeita com seus fornecedores. Este é o principal perfil do Profissional de Marketing no Brasil”. Confira a matéria completa no site do Mundo do Marketing.

Perfil do Profissional de Marketing no Brasil

Coloque mais COR no seu atendimento

Acabe com o atendimento Preto e Branco e coloque mais COR no seu atendimento. Dicas especiais para publicitários que estão na posição de representar o cliente dentro da agência e a agência dentro do cliente. Pense sobre o assunto!

Cada letra dessa palavra tem um significado:

C – Conheça os produtos e serviços da empresa – Saiba, com detalhes, o que você está vendendo. Conheça os procedimentos e normas da empresa, seus concorrentes e, principalmente, seus clientes. Saiba quais são suas preferências, seus gostos e a maneira como preferem ser atendidos.

O – Ouça seus clientes – Procure ouvir com atenção o que eles dizem. Muitas vezes, as pessoas falam mais com o corpo e com suas expressões faciais do que com as palavras. Preste atenção no que essas expressões dizem e tenha empatia. Ter empatia é saber se colocar no lugar do cliente.

R – Resolva – Tenha capacidade de resolver os problemas, de resolver o que o cliente está te pedindo. Se você não tiver capacidade, tenha pelo menos vontade e disposição de resolver aquilo que ele te pede.

Por Leandro Branquinho.

Agende seu planejamento

Estamos no final do ano e neste momento começam a nascer as famosas promessas que raramente serão cumpridas. A maioria das pessoas está habituada a este ciclo, que consiste na empolgação inicial, na definição das ações, e depois, no completo esquecimento ao longo do ano.

Esse costume anual não acontece apenas na área pessoal, muitas empresas passam pela mesma dificuldade. O problema corporativo não é a coordenação de estratégias, mas sua execução ao longo do ano. Segundo empresários e executivos do país, 2009 foi um ano complicado para diversas áreas comerciais. Um ano de superações. A crise mundial teve seu ápice e muitos acreditavam em uma demora para a recuperação.

Em 2010 o cenário será incerto, mas precisamos acreditar e não parar no meio do caminho, ou entraremos em um círculo vicioso perigoso. O próximo ano pode ser “diferente”: a dificuldade ou facilidade dependerá muito de como você vai enfrentar os desafios que certamente aparecerão. Deixe o medo de lado e alavanque o otimismo.

Além disso, o ano que vem pode ser o ano da produtividade, seja na vida pessoal ou corporativa. Para que isso aconteça, determine, por exemplo, qual a importância das ações que você executará em sua vida. Leve em consideração 2009 para que os erros não se repitam em 2010 e reserve uma hora para fazer o planejamento do seu ano. Abaixo deixo algumas dicas que poderão ajudá-lo nesta tarefa:

* Revise o que é importante para você – Ano que vem você precisará de mais foco para não perder tempo à toa. Se questione e tenha clareza em suas respostas. “Que atividades eu devo focar em 2010 e quais devo descartar? Faça uma lista de “FOCO” e outra de “STOPs”, depois de concluída faça uma lista de prioridades por ordem de importância. Olhe para os 5 primeiros itens da lista e detalhe um plano de ação na sua agenda para cada um deles.

* Use uma agenda – Aproveite o começo do ano para escolher uma ferramenta única, centralizada e prática, em que você possa centralizar todos os seus planos. Tenha uma agenda.

* Tenha poucas metas – Não adianta fazer muitos planos, o melhor é focar em poucos objetivos ao longo do ano, mas que sejam relevantes e viáveis. Como roteiro, pense exatamente no que você quer e defina, pense em indicadores (quanto precisará investir) e em uma lista de ações práticas, de curta duração.

* Crie pontos de controle – A cada bimestre, agende uma reunião de 1 hora com você mesmo para revisar seus planos, suas metas, seus “FOCOs” e “STOPs”. Isso diminui o risco de que a promessa caia em desuso ao longo da execução.

* Compartilhe seus objetivos com alguém de confiança – Escolha uma pessoa próxima, que ajude você a manter o nível de confiança, motivação e o questione sobre os planos. Pode ser um coaching profissional ou aquele amigo que faz você pensar na vida.

* Coloque você no seu ano – Quanto mais tempo para você, mais energia para executar seus planos em 2010. Inclua atividades de lazer, esporte, ócio ou o que fizer você “recarregar as baterias” com uma periodicidade quinzenal.

Por fim, não deixe de fazer uma grande inovação que leve em conta o planejamento e a execução das promessas de fim de ano. A frase de 2010 será: “Quando há medo, se criam muros. Quando há esperança, se criam pontes”.

Publicado inicialmente no Portal da Administração e escrito por Christian Barbosa, especialista em administração de tempo e produtividade.

Ciência também pode ser pop

Muito legal este post publicado no Blog 4P, o que me chamou mais a atenção foi a utilização de uma câmera fotográfica na filmagem do VT, realizado por um dos melhores diretores de cinema do mundo, o brasileiro Fernando Meirelles. Vale a pena conferir, quem sabe você não produz o seu próprio comercial?

Em um movimento raro na propaganda brasileira, a empresa de telefonia móvel Nextel lançou este mês um comercial estrelado por um cientista. Trata-se de Miguel Nicolelis, neurologista brasileiro que dirige o laboratório de neurociência da Universidade Duke, nos Estados Unidos, um dos mais importantes de mundo. Ponto para a Nextel e para a Loducca por trazerem para a propaganda uma figura que é antítese das celebridades que entopem os comerciais.

Nicolelis foi eleito uma das vinte personalidades para o avanço da ciência nas próximas décadas pela revista americana Scientific American e é autor de importantes pesquisas que investigam as causas e relações entre doenças devastadoras como Mal de Parkinson e esquizofrenia. Também é o criador do Instituto do Cérebro, centro de pesquisa erguido no Rio Grande do Norte, com o apoio da bilionária Lily Safra, viúva do banqueiro Edmond Safra, erguido no nordeste como parte de um esforço para levar o progresso científico à região. O comercial, que está abaixo, foi dirigido por Fernando Meirelles e filmado com uma câmera fotográfica no sertão do Piauí.

Aproveite e confira também o Making Off do comercial com direito a uma breve explicação de Fernando Meireles sobre a concepção da locação:

Publicado inicialmente no Blog 4P

Não aguenta mais fazer reunião? Acho bom você ler isto!

Quem nunca participou daquelas reuniões chatíssimas e demoradas onde todos falam ao mesmo tempo, misturando assuntos estratégicos com problemas pontuais do dia-a-dia, todos tratados do mesmo jeito, sem distinção, prioridades e ordem?

Recebi uma indicação muito boa da revista Liderança e gostaria de compartilhar com vocês. Trata-se de algumas dicas do livro de Patrick Lencioni chamado “Nocaute por reunião” da editora Campus.

Assuntos diferentes merecem reuniões diferentes para que a equipe ganhe em eficiência, decisão e tempo. Veja como trocar encontros longos, nos quais não se decide nada, por vários outros pequenos e eficazes:

RELATO DIÁRIO

O autor sugere que esse tipo de reunião seja feito todos os dias, em um canto da empresa, com os participantes em pé e por não mais que 5 minutos. Nele, todos dizem o que esperam fazer no dia ou, se for o caso, se estarão fora, se terão de alterar algo, se precisam falar com fulano logo mais, etc. Atenção: mesmo que o fulano esteja na sua frente, não aproveite a reunião para falar com ele, apenas tenha certeza de que ele estará disponível mais tarde. Lembre-se, só 5 minutos, no máximo. Essa forma de encontro simples poupa dezenas de e-mails, telefonemas, saídas pelas salas à procura de alguma pessoa e, principalmente, evita situações do tipo: “Mas o ciclano não sabia que o material iria chegar hoje?”.

REUNIÃO TÁTICA SEMANAL

Esse tipo de reunião deve durar no máximo 1 hora e ser realizado sempre no mesmo dia, horário e local. Esse encontro serve para definir o que é mais importante para a empresa na próxima semana. Como trata do dia-a-dia, ele não tem pauta. Assim, não se podem analisar os problemas do momento na organização nem desenvolver um cenário preciso do que ocorre. Essas reuniões começam com cada participante dizendo, em 1 minuto, o que fizeram de mais importante na semana e que vai afetar a empresa na próxima.

Depois que todos expuserem suas opiniões, é hora de compará-las com os objetivos de curto e médio prazos de sua equipe. Para facilitar, utilize parâmetros mensuráveis, receitas e despesas, e mais algum dado que faça sentido para seu grupo. Não é preciso demorar muito tempo aqui nem fazer contas exatas. Faça o necessário para ter uma ideia de como vocês estão naquela semana e nada mais. Gaste, nessa análise, uns 5 minutos.

Agora, você sabe onde sua equipe está e pode definir onde ela tem de focar na próxima semana, quais devem ser as prioridades e quem deve fazer o que. Nesse tipo de reunião, também não se decide ou cria algo novo. Não é hora de brainstorming ou decisões sobre o futuro da empresa, e sim sobre como vocês podem fazer a próxima semana produtiva e com o mínimo de estresse para todos. Lógico que vão surgir novas ideias em situações assim, mas guarde-as para a reunião futura, respeitando o tempo e a razão de ser da reunião tática.

REUNIÃO ESTRATÉGICA MENSAL

É aqui que se exploram novas ideias e possibilidades e usa-se o cérebro e a experiência para resolver grandes problemas. É também uma reunião mais longa, que pode, tranquilamente, estender-se para um pouco mais de 2 horas, se necessário. No entanto, não volte a cair na tentação de colocar diversos assuntos em uma só reunião. Limite-se a um ou dois tópicos.

Esse tipo de reunião tende a gerar reclamações: as pessoas acham que ele é longo demais e que deveriam estar lá fora trabalhando. Entretanto, é aqui que se decidem as novas oportunidades da empresa, de onde virá o dinheiro, novas formas de a organização trabalhar, etc. Existe algo mais importante que decidir algo que, nos próximos anos, provavelmente vai ter impacto na empresa?

REUNIÃO TRIMESTRAL FORA DO ESCRITÓRIO

Isso mesmo, mude de ares. Isso ajuda a ver a empresa por outro ângulo e reavaliar a estratégia, panorama competitivo, moral, dinâmica da equipe, colaboradores de melhor e pior desempenho, satisfação do cliente – tudo o que tem impacto no sucesso da equipe e empresa e que não se discute nas reuniões mensais.

Se for preciso, gastem um dia inteiro nessas reuniões. Vocês vão decidir o futuro da empresa e analisar concorrentes ou membros da equipe. Essas coisas não podem ser decididas no grito. Para que esse tipo de reunião se torne ainda mais eficiente, o autor sugere que se contrate um mediador externo de confiança – alguém com capacidade para lidar com gente, egos, geração de respostas criativas, etc. Talvez, um psicólogo amigo seu seja uma boa solução, desde que você se sinta confortável. Não vale a pena resolver o problema da reunião e perder a amizade.

Por favor, encaminhe este post ao seu chefe. Você só tem a ganhar!

* Enviado por e-mail pelo site da revista Liderança. Clica!

O que é Marketing?

A presença do Marketing na sociedade afeta a quase totalidade dos seus membros através de diversas formas e com mecanismos distintos. Tanto assim é que, frequentemente, conduz a certas confusões entre o que é Marketing e algumas das ferramentas a que recorre para alcançar os seus fins, como os estudos de mercado, a publicidade ou o patrocínio de eventos. Por isso, é importantíssimo identificar o que implica o conceito de Marketing e conhecer as definições que melhor o descrevem.

Numa primeira abordagem, pode-se definir o Marketing como o conjunto dos meios de que dispõe uma empresa para vender os seus produtos aos seus clientes com rentabilidade. Até aqui nada de novo! Todas as empresas, desde que existem, têm tido a preocupação de vender os seus produtos aos seus clientes – e não terão sido levadas a fazer Marketing sem o saber? Num certo sentido, é verdade: desde que os homens tiveram necessidade, para viver, de vender o que produziam, o marketing sempre existiu. Mas o que se modificou, desde há alguns decênios, sob a influência de diversos fatores econômicos, tecnológicos e científicos, foi o modo como as empresas o praticam e a própria concepção que fazem dele.

O Marketing sempre foi definido de muitas formas distintas. Quase, diariamente, são propostas novas definições, cada uma contendo as especificidades que os seus autores consideram necessárias para alcançarem uma melhor compreensão do conceito.

O conhecimento de tais definições é um valor incalculável para compreender a evolução do Marketing bem como aprofundar o seu conhecimento. As mais representativas, pela autoridade de quem as propõe, bem como pelo fato de uma ser concebida nos Estados Unidos da América e outra na Europa, provavelmente são as seguintes:

AMERICAN MARKETING ASSOCIATION

“Marketing é o processo de planificação e execução da concepção, fixação de preços, promoção e distribuição de idéias, produtos e serviços para criar relações de troca que satisfaçam objetivos individuais e organizacionais.”

THE CHARTERED INSTITUTE OF MARKETING

“Marketing é o processo de gestão responsável por identificar, antecipar e satisfazer de uma forma rentável as necessidades dos consumidores.”

A estes dois conceitos oficiais podemos acrescentar um sem fim de definições, que podem ser reveladores do aspecto decisivo que o Marketing desempenhou, desempenha e sem dúvida desempenhará no modelo de sociedade futura.

O Marketing poderá mesmo tornar-se numa força catalisadora da sociedade, enquanto princípio nobre de tentar satisfazer as necessidades do ser humano, através da produção de bens e prestação de serviços que a pessoa está interessada em adquirir.

O Marketing aplicado à letra poderá mesmo desencadear a revolução do novo milênio, ao dar o verdadeiro poder à pessoa de decidir de acordo com os seus desejos. Afinal, o cliente é a fonte dos rendimentos das empresas.

DEFINIÇÕES DE MARKETING

“O estudo do público, isto é dos mercados, é de três ordens:
econômico, psicológico e social.”

Fernando Pessoa, 1926

“Não se pode vencer contra o povo. Quem não sentir esta
verdade indubitável não pode ser guerrilheiro.”

Ernesto Che Guevara, 1960

“O Marketing no seu melhor, consiste na criação de valor
e na melhoria dos níveis de vida no mundo.”

Philip Kotler, 1997

“Kotler is marketing.”
Al Ries

“A administração deve pensar em si mesma não como produtora de produtos,
mas como fornecedora de satisfações de valor, criadoras de clientes.”

Theodore Levitt

“Marketing não é uma função; é todo o negócio visto na perspectiva do cliente.”
Peter Drucker

* Publicado inicialmente no site MktOnline. Clica!

Veja também:
- Management TV - 5 vídeos sobre Marketing com Philip Kotler e Jack Welch
- Vídeo aula sobre o conceito básico de Marketing

Leia também:
- Qual o Objetivo do Marketing
- Mas afinal, o que é Marketing?

O consumidor é fiel à marca ou ao ponto-de-venda?

Os fabricantes de produto de consumo estão tendo cada vez mais dor de cabeça para manter seus clientes fiéis. Na Bélgica, a rede de supermercados Delhaize, uma das líderes do varejo com 775 lojas, retirou de suas prateleiras 250 produtos da Unilever em fevereiro. Enquanto as duas empresas não chegam a um acordo sobre os preços de produtos e sobre merchandising nas lojas, os consumidores estão indo atrás dos produtos em outras redes ou trocando a marca Unilever por outras concorrentes.

Um terço dos clientes da Delhaize afirmou, em uma pesquisa on-line, que vão atrás dos produtos da Unilever no Carrefour e na rede de desconto C olruyt. Um terço migrará para produtos iguais ou semelhantes de outras marcas ou comprará marcas próprias, enquanto a outra parte dos clientes da rede belga ainda não sabe que medida vai tomar para suprir suas necessidades e desejos.

Aqui no Brasil, em recente entrevista à revista Exame, o diretor executivo das Casas Bahia, Michael Klein, comentou sobre a mudança que a rede havia feito Read more

Atendimento Publicitário

Visitando os posts antigs do finado Blog do Havro, achei esta pérola! Um comentário muito legal de Márcio Santoro, Diretor de Atendimento da agência África sobre a polêmica da extinção da função de atendimento publicitário. O artigo é antigo, mas super-atual. Vale a pena ler!

UM NOVO PERFIL E POSICIONAMENTO
A-t-e-n-d-i-m-e-n-t-o

Márcio.
Eu não gosto deste nome. A culpa é do médico da minha mãe. Pode parecer estranho, mas foi ele quem me deu esse nome. A história é simples: 30 de agosto de 1970, em alguma maternidade no centro de São Paulo, o pau corria solto. Meu pai querendo me dar o nome de Armando e minha mãe de Rodrigo (fico imaginando como ia me ferrar se me chamasse Rodrigo Santoro…).

De um lado toda a família Santoro e do outro a Miritello, tudo italiano casca grossa brigando para valer. A uma determinada altura a pancadaria atingiu um nível que o doutor teve que entrar. Em um ato impensado deu um palpite …aí veio Márcio!!!

Todo mundo fez cara de árvore e minha mãe, com falta de juízo, aceitou a sugestão. Ela olhou para mim e disse:
“- Você vai se chamar Márcio”.
Foi a primeira e última vez em que ela me chamou assim. Meu apelido foi dado no dia seguinte e virei Meco. O Márcio sumiu.

Passados 17 anos, trabalhando sem ganhar um centavo furado na DPZ (estágio não remunerado), me deparei com um sujeito gente-fina mas com cara de bravo (Daniel Barbará), que me disse: “- Márcio, (caramba…era eu!) pegue essas fitas e um avião e entregue uma cópia na Manchete e outra na Globo lá no Rio. Se não chegar no horário, eu arranco seu saco!”

Pronto! Márcio, ele voltou. O nome tava na roda em caráter irrevogável. Nesses tempos de DPZ, eu comecei a flertar com um departamento chamado “atendimento”. Eu gostava daquele negócio agitado, botando todo mundo na agência para trabalhar, o contato com clientes, a coisa de vender idéias etc. Mas o nome do departamento…Atendimento, mas que m… Dava a idéia de uma coisa limitada.

Mas me apaixonei e fui com tudo. Saí da DPZ, fui estudar fora, voltei e comecei a atender a Lever na Lintas e lá fiquei por oito anos. Depois de mais sete anos na DM9DDB, fui convidado pelo Nizan para abrir a Africa, uma agência modelo de atendimento mais exclusivo, com poucos clientes. Durante esses últimos anos tenho tentado, até pela nossa forma diferenciada de se envolver com o cliente, criar um profissional de atendimento moderno, com visão de negócios.

Um cara que sai a campo toda semana, que tem as vendas na ponta da língua, que corta produtos do portifólio do cliente, que cria serviços, que diz “não” ao cliente com embasamento, que planeja, que dá o “key insight” para a criação, que discute pesquisa, que estimula a mídia a ser criativa, que integra o offline com o online.

Isso está em linha com a matéria de capa do Advertising Age de algumas semanas atrás, que alerta para o fim do profissional de atendimento antigo. A matéria é clara – morreu um perfil de profissional, e não a atividade. A mesma matéria diz que a Amalgamated aboliu o atendimento no começo de suas atividades em 2003 e foi um verdadeiro caos.

Atendimento, assim como Márcio, são nomes de que eu não gosto, mas estão aí. Esse negócio de acabar com o atendimento, tema em discussão hoje em dia, é uma piada ou simplesmente uma forma de ter assunto. Honestamente, eu me sinto desrespeitado com isso. Assim como toda a nossa categoria deveria se sentir.

Pior ainda é diluir as atribuições do atendimento aos outros departamentos. Dar a função de atendimento para planejamento ou criação é acabar com essas áreas, que vão ter que parar de planejar e criar para atender.

A Crispin, Porter & Bogusky de Miami, uma das agências mais modernas e criativas do momento, tem atendimento e dos bons. Pergunte ao Jeff Steinhour, sócio e diretor de atendimento da Crispin.

Reinventar-se é hoje uma atribuição não só do atendimento, mas sim de toda a atividade da propaganda. Eu pensei em mudar o meu nome há alguns anos, mas achei melhor me concentrar e tentar ser um atendimento. Eu pensei em mudar o nome do meu departamento há alguns anos, mas achei melhor me concentrar em reinventá-lo. Extingui-lo seria muito mais fácil.

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