Crise financeira, o buzz do momento
Hoje o assunto mais comentado na mesa do bar é a tal crise financeira, não se fala em outra coisa. De 10 notícias do Jornal Nacional, 6 são sobre a crise no mundo. Mas graças às heranças do governo anterior (apesar de Lula continuar se vangloriando) o Brasil tem uma economia forte e continuará em crescimento, pelo menos é o que esperamos!
O FMI, anunciou ontem que apensar de tudo a economia brasileira deve desacelerar, 3,5% contra a previsão de 4%, mas ainda deve crescer mais do que a economia mundial, com crescimento estimado em 3% para 2009.
Até a bolsa de Tókio teve a pior queda dos últimos 21 anos, despencando 9,38%. A queda de ontem foi generalizada, mas atingiu com mais intensidade os setores automobilístico, siderúrgico, financeiro e fabricantes de equipamentos eletrônicos. Entre as fabricantes de eletrônicos, a Sony teve queda de 12,3%, a Nikon de 12,9% e a Sharp, de 11%.
A crise não poderia ter vindo em pior hora, estamos iniciando o final do ano, época mais importante para o comércio. Com a redução de crédito o consumo deve diminuir, os juros devem subir ainda mais e para completar, com a alta do dólar alguns produtos, como eletro-eletrônicos por exemplo, devem sofrer reajustes de preços, com isso, quem planejou ter um fim de ano gordo em vendas pode se decepcionar.
Mas nem tudo está perdido, a maior autoridade no Brasil em Marketing Promocional, João De Simoni, disse uma vez:
“As empresas estão muito
mais preocupadas com o fim do mês
do que com o fim do mundo”.
A frase foi dita já faz um tempo, mas não poderia ser mais atual.
O Estadão publicou uma matéria onde especialistas dão dicas do que fazer com seu dinheiro neste momento. Vale à pena seguir os conselhos de quem entende do assunto!
ESPECIALISTAS DÃO DICAS DE COMO AGIR NO MEIO DA CRISE
Consultados pelo ‘Estado’, eles respondem às dúvidas do investidor
brasileiro diante da turbulência
Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Especialistas consultados pelo Estado respondem a algumas das questões que, no meio da crise, certamente estão na cabeça do investidor brasileiro.
Qual a recomendação para quem tem ações, seja diretamente ou por um fundo?
A maioria dos especialistas recomenda calma. Muitos recorrem ao clichê de que é preciso ter sangue-frio. Mas atenção: isso vale apenas para o investidor que visa ao longo prazo. “Quem entrou pensando no curto ou no médio prazo, errou”, diz o coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), William Eid Júnior. Como o mercado acionário está muito volátil e não deve voltar aos altos níveis nos próximos meses, esse aplicador vai perder dinheiro. “As pessoas de classe média que tentam especular (com ações) sempre entram pelo cano”, afirma Eid Júnior.
Quem tem fundo de previdência privada atrelado a ações deve fazer algo?
Para essas pessoas, a recomendação é unânime: nada. “Esses devem ficar quietinhos, pois transferir o dinheiro agora para outro tipo de fundo implicará assumir um prejuízo que não é mais recuperável”, diz o administrador de investimentos Fábio Colombo. Além do mais, fundo de previdência, como o próprio nome diz, é algo para muitos anos.
É um bom momento para investir em ações?
Para Colombo, sim, desde que o investidor eleve sua exposição gradativamente. Como o cenário ainda é muito nebuloso, ele acredita que o mercado acionário pode ter novas quedas no curto e médio prazos. Eid Júnior está mais animado: “Já estou tentado a comprar”.
Qual a tendência para a bolsa e para o dólar?
Segundo os especialistas, a resposta honesta a essa questão é “ninguém sabe”. “É a pergunta de US$ 1 trilhão”, brinca Eid Júnior. No curto e no médio prazos, a única certeza é que haverá muita volatilidade. Exatamente como nos dois primeiros dias desta semana. Segunda-feira, as bolsas despencaram e ontem subiram. O comportamento do dólar foi parecido. Fechou em R$ 1,967 segunda-feira e em R$ 1,902 ontem. No longo prazo, os especialistas acreditam que as perspectivas para a bolsa são positivas em decorrência do crescimento do Brasil e de outros emergentes. O dólar, diz Colombo, dificilmente voltará aos níveis do fim de julho (abaixo de R$ 1,60), mas tampouco deve ficar nos R$ 2,00.
Dólar e ouro são boas opções?
Aqui os especialistas divergem. “O mercado de câmbio é especulativo e tudo o que é especulativo é veneno para a classe média”, define Eid Júnior. Colombo discorda. “Moeda, seja dólar ou euro, é um seguro para quando as coisas não vão bem, como agora.” Para ele, o investidor que tiver condições pode aplicar até 20% do portfólio nesse ativo. Com relação ao ouro, a divergência persiste. “Também é um seguro (anticrise)”, diz Colombo. “Se o mundo acabar, o que a pessoa vai fazer, comer o ouro?”, indaga Eid Júnior.
Qual investimento é seguro neste momento?
Fundos de renda fixa, DI, caderneta de poupança e CDBs de bancos de grande porte são as opções citadas pelos especialistas.