Ta com pressa? Passa no Drive-Thru


Desenvolvendo um estudo para um dos nossos clientes, descobri esse texto sobre o inventor do Drive-Thru. Nunca imaginei que esse modelo de negócio tão eficiente no mundo apressado que vivemos hoje, tinha sido inventado há mais de 75 anos.

Aproveito para compartilhar alguns números importantes sobre esse modelo de negócios em lanchonetes americanas, segundo pesquisa sobre as preferências do consumidor, realizada pela revista QSR Consumer:

- 46% compraram pelo Drive-Thru entre 1 e 5 vezes nos últimos 60 dias;
- 38% levam a comida para comer em casa;
- 35% consomem no carro;
- 57% costumam passar no Drive-Thru na hora do almoço;
- 60% compram para consumo próprio;
- 39% não aceitam esperar mais do que 5 minutos pelo pedido;
- 51% compram preferencialmente hambúrgueres;
- 52% pagam com o cartão de crédito;
- 72% afirmaram que escolhem a lanchonete/restaurante pela qualidade da comida mais do que pela velocidade do seu atendimento;

Mais alguns números interessantes para quem compra e para quem oferece este tipo de serviço:

Drive-Thru

Royce Hailey, o inventor do Drive-Thru

O ano era 1931. Royce Hailey acabara de ser promovido a gerente de uma lanchonete tradicional de Dallas, no Texas, a Pig Stands. Aos 21 anos, mesmo sem saber dirigir, seu sonho era o de todo jovem americano da época: comprar um carro. Mas os Estados Unidos viviam os anos duros da recessão, depois da quebra da bolsa em 1929, e o Pig Stands estava às moscas. Os ombros do jovem gerente doíam pela pesada responsabilidade de fazer que os clientes voltassem a ocupar as mesas do restaurante.

Um dia, ouviu de seu patrão uma máxima inspiradora: “As pessoas que têm carro são tão preguiçosas que não querem sair dele nem para comer”. Ele percebeu que era esse tipo de gente que precisava agradar. A solução encontrada por Royce foi original. Colocou, na entrada da lanchonete, uma plaqueta em que se lia “drive-thru” - literalmente, “dirija por” - um serviço até então nunca visto. Os clientes gostaram da novidade e, em pouco tempo, um congestionamento de Fords Modelo T e de outros calhambeques se formou diante da lanchonete. Só os gramáticos protestaram. Afinal, no vernáculo anglo-saxão, deveria ser “drive-through”, e não a corruptela “thru”. De qualquer maneira, um pedestre acabara de inventar a roda na história da alimentação.

Royce Hailey era um sujeito carismático e energético que nasceu em 1910 e aos 14 anos já trabalhava na lanchonete. O drive-thru não foi sua única boa idéia. Hailey também é responsável por uma das mais deliciosas invenções gastronômicas nas bandejas de fast food: os onion rings, anéis de cebola à milanesa. Em 1939, ele também transformou a Pig Stands na primeira lanchonete com luzes fluorescentes de que se tem notícia.

Em comparação com os atuais, o primeiro drive-thru da história era bem rudimentar. O motorista se dirigia aos fundos do Pig Stands e fazia o pedido diretamente para a cozinha. O próprio cozinheiro vinha trazer a encomenda, num pacote marrom sem identificação. Para beber, nada de refrigerante. Os motoristas saíam do Pig Stands tomando cerveja ao volante de seus calhambeques.

Apesar do sucesso, a idéia custou a se espalhar na terra do automóvel. A rede de lanchonetes Wendy’s só aderiu ao sistema na década de 70 e o primeiro McDonald’s com drive-thru só foi aberto em 1975. Hoje, claro, tudo mudou. 90% das lojas americanas de fast food têm caixas expressas de drive-thru. A QSR, importante publicação do setor de alimentação, faz um ranking anual dos melhores (e piores) drive-thrus do mercado. O sistema financeiro criou o drive-thru banking e até casamentos são realizados com o sistema - em Las Vegas, onde mais?

Royce Hailey tornou-se um empresário de sucesso e, em 1955, comprou o Pig Stands, que funciona até hoje. A presidência do grupo é ocupada por Richard Hailey, seu filho. Ao contrário dos outros pioneiros do fast-food, ele não buscou criar um império. O pai do drive-thru só queria mesmo tirar a lanchonete do vermelho. Royce morreu em 1996 e é bem possível que ficasse orgulhoso sempre que pensava na plaqueta que colocou na frente da sua lanchonete.

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comentários

2 Responses to “Ta com pressa? Passa no Drive-Thru”

  1. Horje on September 26th, 2010

    Acho que deve ser analisado a questão das filas mesmo, solucionado a contento isso, passa-se a checar a questão prioridade dentro do perfil de cada segmento, no caso do drive-thru que consiste em passar de carro e levar o “serviço” deve se ater a seu aspecto de rapidez e ou diversão. Afinal a coisa diferente que a gente via nos filmes americanos ilustrativos dessa segmentação, era a disponibilidade tempo-espaço, menor-maior, ou seja ser atendido num “outdoor” , livre, solto no caminho de casaou trabalho, viagem etc.

  2. Jonnhy Caldera on December 6th, 2011

    Tinha curiosidade sobre o termo. Pode-se dizer que Royce foi um iluminado, já que pela pouca cultura acabou criando um termo gramaticalmente inexistente. Seria o que chamados de aberraçao linguística. Mas o resultado atravessou anos e anos e hoje faz parte do vocabulário comercial.

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